Comportamento autodestrutivo: o que é, sinais e como cuidar



Comportamento autodestrutivo é qualquer comportamento que é ou pode ser prejudicial à saúde ou à vida de uma pessoa, chegando a extremos como automutilação e suicídio.


Nesse sentido, comportamentos autodestrutivos podem ser hábitos deliberados, impulsivos ou formados. No entanto, o termo é frequentemente aplicado à autodestruição fatal, como tirar a própria vida ou possivelmente desenvolver um hábito ou vício.


Além disso, comportamentos autodestrutivos são frequentemente associados a transtornos psiquiátricos, como transtorno de personalidade limítrofe ou esquizofrenia. Manifesta-se aos poucos, e muitas vezes o indivíduo não percebe. Lentamente, torna-se o comportamento padrão dos indivíduos que passam a ter atitudes e decisões prejudiciais a si mesmos.


Pelo que parece, é difícil entender as motivações dos auto destruidores. Sua atitude pode até parecer loucura para os outros. A pessoa que apresenta esse comportamento, na verdade, raramente tem consciência de que está causando mal a si mesma.


O que é comportamento autodestrutivo?


O comportamento autodestrutivo pode assumir muitas formas. Não é apenas abuso de álcool e drogas ou automutilação, como tendemos a pensar.


Hábitos negativos que nos machucam mas gostamos de cultivá-los também fazem parte desse comportamento. Por exemplo, comer demais, comprar por impulso, desabafar insatisfação com os outros, autossabotagem, isolamento social, etc.


Qual é a causa do comportamento autodestrutivo?


Não há uma única razão. Todo mundo tem sua própria história. Uma pessoa pode se tornar alcoólatra por causa de abuso, testemunhando o hábito quando criança por meio de seus pais, impasse na vida adulta ou simplesmente porque beber socialmente está fora de controle.


As pessoas respondem de forma diferente às experiências de vida. Embora algumas condições possam não parecer tão sérias para alguns, elas podem causar uma impressão duradoura em outros. Portanto, não podemos fazer um julgamento.


O comportamento autodestrutivo é uma resposta à dor emocional reprimida, que pode ter diversas causas. Quando a pessoa não consegue expressar seus sentimentos de forma saudável, ela utiliza os recursos disponíveis. Como sabemos, nem sempre são apropriados.


Quais são os sinais do comportamento autodestrutivo?

O comportamento autodestrutivo pode ser visto de inúmeras formas. As principais são:


1. Reações negativas ao sucesso


O indivíduo autodestrutivo não reconhece suas realizações. Ele olha para elas como se não fossem importantes e se recusa a elogiá-las. Embora seja capaz de realizar a tarefa, sente que não merece reconhecimento. Além disso, ela tem uma autoestima muito baixa e não consegue valorizar a si mesmo e suas qualidades.


2. Autossabotagem


Por se sentirem indignas, as pessoas autodestrutivas sabotam seus relacionamentos, seus empregos, suas vitórias, as pequenas alegrias que sentem ao realizar uma atividade e, principalmente, seu desenvolvimento pessoal.


Além disso, encontra falhas e obstáculos em tudo para justificar sua necessidade de destruição. Esse comportamento geralmente é inconsciente e a pessoa não tem consciência da oportunidade perdida.


3. Crenças negativas


Nossas crenças desempenham um papel vital em como agimos e percebemos a vida. Crenças como "as pessoas não me entendem", "eu não valho a pena", "a vida é muito difícil", "nada que eu possa fazer" nos impedem de nos mover. Não podemos realmente apreciar a vida porque nossas mentes armazenam dezenas de pré-julgamentos.


4. Agressividade desenfreada


A raiva é uma das muitas emoções que as pessoas autodestrutivas reprimem. Ela se manifesta de forma incontrolável diante das adversidades, ou em situações que não são tão graves no início.


Portanto, são pessoas hostis e não aceitam facilmente as palavras e ações dos outros. Para eles, tudo é um ataque pessoal. Dessa forma, por onde passam, acabam prejudicando o relacionamento subjacente e ganhando uma reputação negativa.


5. Abuso de substâncias


O abuso de substâncias é uma característica conhecida do comportamento autodestrutivo. Drogas e álcool podem proporcionar alívio imediato, mas não podem eliminar o problema. Assim, a pessoa acaba se entregando a reviver aquele prazer fugaz. Esse hábito causa diversos problemas não apenas para a pessoa, mas para amigos e familiares que tentam ajudar.


6. Desejo de automutilação


Este é um comportamento extremamente autodestrutivo. Pessoas autodestrutivas podem se machucar ou sentir vontade de fazê-lo por várias razões. Nem sempre são compreensíveis.


Muitas vezes, as pessoas relatam que é uma forma de aliviar dores internas. Também pode anunciar um distúrbio psicológico não identificado. É bom ressaltar que somente um psicólogo ou psiquiatra pode confirmar essas especulações.


7. Ações conflituosas


Apesar de ser um bom funcionário, a pessoa se atrasa, não cumpre promessas e cria discórdia no ambiente de trabalho. Embora queira sair para brincar com os amigos, quando chega até eles, reclama de tudo, nada a deixa feliz e vai embora cedo. É um conflito entre querer e não querer.


Pessoas autodestrutivas são incapazes de alinhar seus desejos com suas ações. Depois, acabam se sentindo culpadas por causar dor aos outros. Como seu comportamento era incompreensível para si mesma, ela não entendia o que não podia fazer.


Como agir diante do comportamento autodestrutivo?


Pode ser estressante quando as ações de nossos entes queridos colocam em risco sua saúde e segurança. Assim como não percebemos nosso próprio comportamento prejudicial, às outras pessoas também não. É por isso que é difícil falar com alguém sobre seu próprio comportamento. Se a pessoa não perceber, pode até se ofender com nossas palavras.


Mesmo que uma pessoa tenha um fraco senso do que está fazendo, ela reluta em mudar. Em sua mente, essa atitude trouxe um conforto, então não havia motivo para impedi-la. É preciso paciência e compaixão para ajudar uma pessoa destrutiva.


Portanto, mantenha uma conversa suave, sem julgamentos e sem violar a privacidade do indivíduo. Aconselhe a pessoa a procurar ajuda e especificamente ouvir um psicólogo. Este é o trabalho de profissionais que ajudam os outros a processar seus pensamentos, sentimentos e comportamentos.


Se você encontrar alguma resistência, ofereça-se para acompanhá-la ao local e mostre seu apoio. A tecnologia tornou esse tipo de atendimento mais acessível, mais confidencial e em um local e horário em que todos se sintam mais à vontade. Isso tornará mais fácil para o ente querido sair da negação e lidar com o problema.


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