Setembro Amarelo: como prevenir o suicídio?



O Setembro Amarelo é uma iniciativa de visibilidade e prevenção do suicídio lançada pelo Centro de Valores da Vida (CVV), pela Comissão Federal de Medicina (CFM) e pela Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP), como parte do Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio, que ocorreu em 10 de setembro.


Embora as iniciativas voltadas para a causa sejam cada vez mais frequentes, o suicídio ainda é um tema rodeado de tabus e preconceitos, tornando-se um dos principais desafios da saúde pública. Por isso, muita gente acredita que trata-se de uma reação abrupta ou desencadeada de uma hora para outra.


Na verdade, o suicídio é o desfecho de um sofrimento prolongado e nutrido por transtornos mentais, tais como depressão e ansiedade. A pessoa que comete suicídio se depara com uma situação que, muitas das vezes, não consegue encontrar a solução para contorná-la.


Tendo em mente o Setembro Amarelo, preparamos este conteúdo com o objetivo de ajudar você a entender os sinais, ajudar quem precisa e prevenir o suicídio. Continue lendo e confira!


Os números


Em primeiro lugar, é preciso reconhecer a importância das campanhas que visam a prevenção do suicídio. 97% dos casos de suicídio estão relacionados a transtornos psquiátricos, sendo a depressão o principal.


11 mil suicídios são registrados por ano no Brasil - no mundo, o número chega a ultrapassar a marca de 1 milhão. Além disso, um aumento de 10% no número de suicídios foi detectado no país de 2000 a 2012 - entre os jovens, o crescimento passa de 30%.


Pelo menos 5% da população brasileira convive com a depressão nos dias atuais. Isso representa mais de 10 milhões de cidadãos.


Em razão disso, é válido ressaltar que o Setembro Amarelo começou nos Estados Unidos, quando Mike Emme, de 17 anos, cometeu suicídio, em 1994. Mike era famoso por seu carro amarelo e, aparentemente, estava vivendo uma vida feliz.


Seus pais e amigos não perceberam que o jovem tinha graves problemas psicológicos e não puderam impedir sua morte. No dia do velório, havia muitos cartões decorados com fitas amarelas. Dentro estava a mensagem "Se precisar, peça ajuda".


Diante desse cenário, é importante reconhecer que a prevenção do suicídio é responsabilidade de toda a sociedade. Uma vez que saibamos estar bem com nossas próprias emoções, torna-se possível identificar se o que sentimos é um estado de humor passageiro e ficamos mais abertos a buscar ajuda.


Mas, afinal, como prevenir o suicídio?


Como mencionamos anteriormente, há inúmeros transtornos psiquiátricos que podem levar ao suicídio, mas também há casos que ocorrem de forma impulsiva.


No que tange aos fatores de risco, especialistas apontam que adolescentes, idosos, minorias e indivíduos com histórico de acontecimentos do tipo na família estão mais propensos.


Dito isto, listamos cinco dicas para reconhecer os sinais, ajudar quem precisa e prevenir o suicídio:


1. Preste atenção nos sinais


Prestar atenção nos sinais é de extrema importância. Especialistas no assunto afirmam que a pessoa que pensa em suicídio pode obter problemas para dormir, começa a ter falta de esperança, uma enorme tristeza e alterações de humor constantes.


Outras características comuns é o indivíduo que cancela compromissos, se isola e evita seus amigos. É de suma importância identificar os sinais da depressão, visto que as doenças mentais, em sua maioria, são as principais causas do suicídio.


2. Não menospreze a situação


Estudiosos advertem que não se pode tratar as pessoas que consideram o suicídio como uma opção como um indivíduo dramático, nem como uma tentativa de chamar a atenção.


Portanto, se esta pessoa lhe disser que está pensando em suicídio, este é um fator de risco muito importante a ser observado. A população pensa que quem comete suicídio não falam sobre isso, mas é justamente ao contrário.


Se alguém lhe disser que está pensando em tirar a própria vida, tal pessoa realmente tem coragem de comer suicídio. Então, ouça com empatia e em vez de dizer "isso é um absurdo", ajude-a a encontrar ajuda.


3. Saiba se a pessoa já tomou a decisão


Por outro lado, é preciso prestar atenção, principalmente, se a pessoa apresentar todos esses sintomas e de repente se acalmar. Na maioria dos casos, isso pode significar que a pessoa já tomou a decisão final e está passando por um período de calma.


Segundo psicólogos, as pessoas que decidem se suicidar começam a se preparar para tal ato, realizando atividades como visitar parentes e amigos, doar seus pertences e podem, também, começar a escrever.


4. Recorde a pessoa que a depressão é temporária e tratável


De acordo com psiquiatras, quando a pessoa está em estado de depressão, a sensação é de que a doença é certa, e principalmente que não irá embora.


No entanto, a depressão pode, sim, ser tratada. Dessa forma, valorize o tratamento, entendo que isso é normal. Mais importante do que tentar desencorajar as pessoas que falam sobre o suicídio é fazê-las falar sobre a depressão que estão experimentando.


Nesse sentido, abrir esse espaço permite ajudar uma pessoa em risco de suicídio. Tenha em mente que a pessoa que comete suicídio é a vítima, não a causadora do problema.


5. Não entre em negação


Mencionar frases como ‘’isso é bobagem’’, ‘’você já tem tudo’’, ‘’você tem uma família e amigos que te amam’’ com o objetivo de negar o sentimento da pessoa pode piorar completamente a situação.


Dizer frases assim e tentar diminuir o sentimento do outro é extremamente perigoso, visto que a pessoa que está sofrendo não enxerga a situação de tal maneira. Você vai virar as costas achando que mudou a vida da pessoa, mas, na verdade, não mudou nada.


É ideal que você dê ouvidos e escute atentamente tudo o que a pessoa tem a dizer. Converse e fale que tais sinais são sintomas de uma doença mais grave e que você está totalmente disposto a ajudar a procurar um profissional especializado.


Portanto, fale abertamente sobre o assunto e saiba receber ou oferecer ajuda necessária a você ou a pessoa. Com isso, é possível prevenir o suicídio e criar linhas de auxilio para quem sofre com transtornos mentais.


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