Transtorno de acumulação: o que é, causas e como identificar?

Atualizado: 24 de jun. de 2021



Você já ouviu falar sobre o transtorno de acumulação compulsiva? Talvez não por este nome, certo? Isso porque não é nada incomum acumular uma série de objetos dentro de casa, ainda que eles não tenham mais serventia ou estejam danificados.


Embora seja um hábito guardar coisas que tenham significado algo - ou que tragam boas lembranças para nós -, a acumulação pode se tornar um grande problema, levando a quadros mais sérios, como a intervenção e atenção de especialistas no assunto.


Esses quadros extremos caracterizam-se por acumulação compulsiva, que se manifesta pelo acúmulo de objetos que, na maioria das vezes, não têm mais utilidade - seja pelo estado (danificado) ou por não serem usados. O acumulador, por sua vez, não consegue se desfazer desses itens.


Além do impacto mental que a acumulação causa na vida de quem convive com um acumulador, viver em um ambiente repleto de objetos pode trazer uma série de danos físicos à saúde dessas pessoas, tais como goteiras e presença de pragas (ratos e baratas).


Diante disso, preparamos este conteúdo para que você entenda tudo sobre o assunto. Então, neste post você verá os seguintes tópicos:


  • O que é transtorno de acumulação;

  • Quais são as causas do transtorno de acumulação;

  • Quais são os sintomas do TA;

  • Como é feito o diagnóstico;

  • Qual é o tratamento?

O que é transtorno de acumulação?


Conhecido como acúmulo compulsivo de posses, o transtorno de acumulação (TA) faz com que pessoas encham suas moradias de objetos. Na maioria dos casos, o ambiente se torna impossível de realizar tarefas simples, como limpar ou cozinhar, devido a quantidade de itens espalhados.


A pessoa diagnosticada com TA acumula objetos decorativos, jornais, revistas, móveis, embalagens, sacolas plásticas, caixas de papelão, fotografias, utensílios de cozinha, alimentos, panfletos, recipientes para armazenar comidas e objetos, entre outras coisas.


Uma vez questionado sobre a quantidade de objetos, a pessoa com transtorno de acumulação pode usar como desculpa estar ‘’fazendo uma coleção’’. Como tem dificuldade para aceitar sua condição mental, ela mesma busca motivos para justificar o TA.


No entanto, é importante mencionar que acumular é diferente de colecionar. Quando o indivíduo tem como intuito montar uma coleção, faz por prazer e de maneira organizada. Os itens realmente são inseridos com cuidado e organizados frequentemente.


Por outro lado, quem possui o transtorno de acumulação não cuida e não organiza suas posses. Além disso, não conseguem se desfazer de itens acumulados, mesmo que não tenham significado emocional e que, de fato, sejam inutilizados.


Quais são as causas do transtorno de acumulação?


De maneira geral, o hábito de acumular objetos passa a ser frequente quando existe uma necessidade emocional. O acumulador começa a armazenar pequenos itens como alguém que quer começar uma coleção. Com o tempo, isso acaba fugindo do controle.


Outras possíveis causas do transtorno de acumulação compulsiva são a crença de que determinados objetos serão úteis no futuro ou mesmo o apego emocional de uma posse, que pode ter como motivação a sua utilidade no passado para um parente falecido.


Do mesmo modo, ambos motivos podem tomar proporções inimagináveis no futuro, afetando diretamente a sociabilidade do acumulador, bem como a saúde emocional daqueles que convivem com ele.


Além disso, pessoas com transtorno de acumulação acreditam que a posse de alguns objetos pode modificar suas imagens perante a sociedade. Sem eles, não serão vistos como indivíduos queridos ou mesmo importantes.


Quais são os sintomas do TA?


Embora a acumulação de objetos pareça ser o único sintoma do TA, o acumulador também sente angústia constante. Quando observa a quantidade de itens inutilizados em sua casa, ele sente vergonha e, também, medo de ser julgado. Ele ainda se esforça para diminuir o transtorno sozinho, mas acaba frustrado por não conseguir.


A angústia causada pelo transtorno de acumulação pode desenvolver outros sentimentos e comportamentos prejudiciais, como o desânimo, vontade de não levantar da cama, descaso com a higiene pessoal e do ambiente, entre outros pontos.


Assim, a pessoa com TA não gosta e, muitas vezes, não deixa um terceiro indivíduo entrar em sua casa por ter vergonha da condição em que ela mesma se submeteu.


Porém, mesmo sentindo-se mal com a falta de organização e higiene do espaço, não consegue se desfazer dos objetos. Quando é forçada a fazê-lo, fica ansiosa e tenta arrumar desculpas para continuar com o hábito.


Como é feito o diagnóstico?


Como a maioria dos transtornos, o diagnóstico é feito perante avaliação psicológica e médica. Por conta das condições insalubres do ambiente, o acumulador compulsivo pode obter dermatites, alergias respiratórias e micoses, ter cortes graves e ser picado por aranhas ou ratos. Com isso, necessita de auxílio profissional imediato.


Contudo, é importante que o diagnóstico seja dado por um psicólogo, a fim de identificar os sintomas e as causas por trás do surgimento do transtorno de acumulação. O diagnóstico do problema é realizado com base nos seguintes critérios, segundo o DSM V:


  • Dificuldades para se desfazer de bens ou descartar objetos;

  • Necessidade de armazenar itens, independente do valor monetário;

  • Os objetos acumulados afetam a circulação entre os espaços;

  • Sentimento de angústia ao considerar a possibilidade de descartar itens.

Qual é o tratamento para o transtorno de acumulação?


Por fim, vale mencionar que é possível, sim, tratar o transtorno de acumulação. O principal método de tratamento para o distúrbio é a psicoterapia, visto que tanto a terapia familiar, quanto a terapia individual, apresentam resultados extremamente positivos.


Como o compulsivo tende a afetar os demais membros da família, é interessante que todos os envolvidos façam, também, terapia. Durante as sessões, os pacientes aprendem a descartar itens que não utilizam mais, desapegam-se de bens e deixam de fazer compras desnecessárias.


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